13 de abr. de 2022

FREI DAMIÃO O IRMÃO DA CARIDADE

 


"Mais tarde, adoeceu... E, mesmo assim,

Curvado para a Terra, erguia as mãos trementes,

Socorrendo viajores e doentes,

Embora sempre a febre a recordar-lhe o fim...

De corpo gasto e desarticulado,

Numa noite de gelo, ele escuta um chamado:

- Damião, Damião, há mau tempo, abre a porta,

Liberta-me do frio que me corta!...

Levanta-se o velhinho e abre a cabana estreita,

Vê diante de si um enfermo que se arrasta,

Nota-lhe o corpo em lepra, a desfazer-se todo,

É um pedinte de estrada em chaga, sangue e lodo...

- Abriga-me hoje só - ele diz, suplicante.

- Damião não vacila e dá-lhe o próprio teto.

Lá fora, a ventania é o tumulto completo.

Ulula o furacão desatado e violento,

Tombam troncos viris aos arrancos do vento...

- Tenho fome, Damião - clama o recém-chegado -

O velhinho febril treme, avança, tateia,

Procura o pão guardado

E dá-lhe o pão que tem, entre o prato e a candeia.

- Tenho sede, Damião, pede o estranho viajor,

Trago a garganta em fogo, em tremenda secura...

Damião traz-lhe um pouco de água pura

E o pobre continua, em voz lenta e magoada:

- Tenho frio, Damião, sofri muito na estrada...

O irmão da caridade não hesita,

Dá-lhe a pele de uso que o recobre,

Entretanto, o infeliz, tão triste quanto pobre

Exclama: - estou cansado, a inquietação me agita,

Ajuda-me a dormir

Quero um leito, Damião...

Damião dá-lhe o leito e se deita no chão.

Mas o pobre na cama, agasalhado e quente

Roga em pranto: - Damião, tenho o corpo doente,

Aquece-me, por Deus, tenho a carne ferida,

Vem a mim!... Teu calor pode salvar-me a vida!...

Damião não vacila, ergue-se com carinho,

Ele conhece a dor dos tristes do caminho...

Lembra outras noites más, chuvosas e nevoentas,

E abraça-lhe, ao deitar-se, as chagas purulentas...

Mas nisso a choça escura se ilumina...

Damião sente um choque... E busca o itinerante

Mas já não vê o pobre suplicante...

Erguera-se o mendigo,

Mostra um rosto diverso e um sorriso sereno...

Ajoelha-se, à pressa, o irmão dos infelizes

E no pranto a banhar-lhe o rosto em cicatrizes,

Reconhece no estranho o Mestre Nazareno."


trecho de poesia de Maria Dolores, psicografada por Chico Xavier, no livro Coração e Vida, Ideal editora.


Coragem no caminho

 


Cap. 5- Livro: Palavras do Coração.

 


Se chegaste aos dias anuviados de pranto, à vista de ocorrências infelizes, acende a luz da esperança e caminha adiante, olvidando na retaguarda o que te possa parecer aflição e desengano.

Outro dia, com novas emoções, espera-te amanhã, renovando-te a vida.

Circunstâncias inesperadas te deslocaram da segurança em que vivias, arrojando-te nas dificuldades do começo da existência…

Esquece quantos te surgiram por instrumentos de inquietação e lembra-te de que as oportunidades de trabalho continuam brilhando para os que não se deixam vencer pelo desânimo.

Pessoas queridas talvez se te hajam transformado em obstáculos à paz, compelindo-te à travessia de espessas nuvens de lágrimas…

Esquece os que se acomodaram com atitudes irrefletidas e pensa nas dedicações sinceras que te felicitam as horas.

Alguém a quem amas, enternecidamente, haverá falhado nos compromissos assumidos, relegando-te ao abandono…

Esquece o menosprezo de que terás sido objeto e conserva a imagem desse alguém no tesouro de tua gratidão pela felicidade que te deu e prossegue em frente, na certeza de que a vida te ofertará estradas novas para a aquisição de alegrias diferentes.

Acontecimentos calamitosos te impeliram a vacilar nos fundamentos da fé, ainda insegura…

Esquece, porém, os fatos amargos e adianta-te na jornada para diante, valorizando os recursos espirituais de que dispões, recordando que o Céu continua alentando a última planta das últimas faixas do deserto e revigorando o verme da mais oculta reentrância de abismo.

Seja qual seja o tipo de provação que te incline ao desalento, vence o torpor da tristeza e segue para a vanguarda de tuas próprias aspirações.

Da imensidão da noite, nascerá sempre o fulgor de novo dia.

Não te permitas qualquer parada nas sombras da inércia.

Trabalha e prossegue em frente, porque a bênção de Deus te espera em cada alvorecer.

Meimei.


23 de mar. de 2022

Conceitos de Allan kardec


A marcha dos Espíritos é progressiva, jamais retrógrada.

“O Livro dos Espíritos” – pág. 127. FEB, 25ª edição.

***

No conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros

problemas até hoje insolúveis.

“O Livro dos Médiuns” – pág. 61. FEB, 23ª edição.

***

O Espiritismo mostra que a vida terrestre não passa de um elo

no harmonioso e magnífico conjunto da Obra do Criador.

“O Evangelho Segundo o Espiritismo” – pág. 54. FEB,

46ª edição.

***

No intervalo das existências humanas o Espírito torna a entrar

no mundo espiritual, onde é feliz ou desventurado segundo o bem

ou o mal que fez.

“O Céu e o Inferno” – pág. 30. FEB, 17ª edição.

***

O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a

Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar

certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem

a Ciência, faltariam apoio e comprovação.

“A Gênese” – pág. 20. FEB, 12ª edição

18 de mar. de 2022

Ante as portas livres

 Ante as portas livres de acesso ao trabalho cristão e ao conhecimento

salutar que André Luiz vai desvelando, recordamos prazerosamente a antiga

lenda egípcia do peixinho vermelho.

No centro de formoso jardim, havia grande lago, adornado de ladrilhos

azul-turquesa. Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do

outro lado, através de grade muito estreita.

Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes, a se

refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias.

Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de rei, e ali

viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça. Junto deles,

porém, havia um peixinho vermelho, menosprezado de todos.

Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos

barrentos. Os outros, vorazes e gordalhudos, arrebatavam para si todas as

formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao

descanso. O peixinho vermelho que nadasse e sofresse. Por isso mesmo era

visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado de fome.

Não encontrando pouso no vastíssimo domicilio, o pobrezinho não

dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante

interesse.

Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do

poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se

reuniria maior massa de lama por ocasião de aguaceiros. Depois de muito

tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro.

A frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu

consigo:

— “Não seria| melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?”

Optou pela mudança.

Apesar de macérrimo pela abstenção completa de qualquer conforto,

perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem

estreitíssima.

Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista, pelo rego d’água,

encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e

seguiu, embriagado de esperança...

Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos.

Encontrou peixes de muitas famílias diferentes, que com ele simpatizaram,

instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhe mais fácil

roteiro.

Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações

e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo.

Habituado com o pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais

perdendo a leveza e a agilidade naturais. Conseguiu, desse modo, atingir o

oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo.

De Inicio, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de

uma baleia para quem toda a água do lago em que vivera não seria mais que

diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que

devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição

diária.

Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos Peixes, rogando proteção

no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua

prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou,

restituindo-o às correntes marinhas.

O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias

simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações. Plenamente

transformado em suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas

riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas

móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência

de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto quanto ele, junto dos quais se

sentia maravilhosamente feliz.

Vivia, agora, sorridente e calmo, no Palácio de Coral que elegera, com

centenas de amigos, para residência ditosa, quando, ao se referir ao seu começo

laborioso, veio a saber que somente no mar as criaturas aquáticas dispunham

de mais sólida garantia, de vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as

águas de outra altitude continuariam a correr para o oceano. O peixinho

pensou, pensou... e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera

na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles.

Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? Não seria nobre

ampará-los, prestando-lhes a tempo valiosas informações? Não hesitou.

Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no

Palácio de Coral, empreendeu comprida viagem de volta.

Tornou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se

encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar.

Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se

devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros.

Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supôs que o seu regresso

causasse surpresa e entusiasmo gerais. Certo, a coletividade inteira lhe

celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia.

Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos

mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lótus, de onde saiam

apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis.

Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção,

porquanto ninguém, ali, havia dado pela ausência dele.

Ridiculizado, procurou, então, o rei de guelras enormes e comunicou-lhe

a reveladora aventura.

O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e

permitiu que o mensageiro se explicasse. O benfeitor desprezado, valendo-se

do ensejo, esclareceu, com ênfase, que havia outro mundo liquido, glorioso e

sem fim. Aquele poço era uma Insignificância que podia desaparecer, de

momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam-se outra vida

e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos

repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais

rica e mais surpreendente.

Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos. Deu

notícias do peixe lua, do peixe coelho e do galo-do-mar. Contou que vira o céu

repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos

imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do

oceano e ofereceu-se para conduzi-los ao Palácio de Coral, onde viveriam todos,

prósperos e tranquilos. Finalmente os informou de que semelhante felicidade,

porém, tinha igualmente seu preço. Deveriam todos emagrecer,

convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas

escuras e aprendendo a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à

venturosa jornada.

Assim que terminou, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção.

Ninguém acreditou nele. Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram,

solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era

francamente impossível, que aquela história de riachos, rios e oceanos era mera

fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em

nome do Deus dos Peixes, que trazia os olhos voltados para eles unicamente.

O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se

em companhia dele até à grade de escoamento e, tentando, de longe, a travessia,

exclamou, borbulhante:

— “Não vês que não cabe aqui nem uma só de minhas barbatanas?

Grande tolo! vai-te daqui! não nos perturbes o bem-estar... Nosso lago é o

centro do Universo... Ninguém possui vida igual { nossa!”

Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno

e instalou-se, em definitivo, no Palácio de Coral, aguardando o tempo. Depois de

alguns anos, apareceu pavorosa e devastadora seca. As águas desceram de

nível. E o poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se,

compelindo a comunidade inteira a perecer, atolada na lama...

O esforço de André Luiz, buscando acender luz nas trevas, é semelhante

à missão do peixinho vermelho. Encantado com as descobertas do caminho

infinito, realizadas depois de muitos conflitos no sofrimento, volve aos

recôncavos da Crosta Terrestre, anunciando aos antigos companheiros que,

além dos cubículos em que se movimentam, resplandece outra vida, mais

intensa e mais bela, exigindo, porém, acurado aprimoramento individual para a

travessia da estreita passagem de acesso às claridades da sublimação.

Fala, informa, prepara, esclarece...

Há, contudo, muitos peixes humanos que sorriem e passam, entre a

mordacidade e a Indiferença, procurando locas passageiras ou pleiteando

larvas temporárias. Esperam um paraíso gratuito com milagrosos

deslumbramentos depois da morte do corpo.

Mas, sem André Luiz e sem nós, humildes servidores de boa vontade,

para todos os caminheiros da vida humana pronunciou o Pastor Divino as

indeléveis palavras: — “A cada um será dado de acordo com as suas obras”.

Emmanuel

Pedro Leopoldo, 22 de fevereiro de 1949


(PREFÁCIO DO LIVRO LIBERTAÇÃO

6º livro da coleção:

A VIDA NO MUNDO ESPIRITUAL

Ditada por:

ANDRÉ LUIZ

Psicografada por:

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER)

16 de mar. de 2022

Na jornada evolutiva

 Dos quatro cantos da Terra diariamente partem viajores humanos, aos

milhares, demandando o país da Morte. Vão-se de ilustres centros da cultura

europeia, de tumultuárias cidades americanas, de velhos círculos asiáticos, de

ásperos climas africanos. Procedem das metrópoles, das vilas, dos campos...

Raros viveram nos montes da sublimação, vinculados aos deveres

nobilitantes. A maioria constitui-se de menores de espírito, em luta pela

outorga de títulos que lhes exaltem a personalidade. Não chegaram a ser

homens completos. Atravessaram o “mare magnum” da humanidade em

contínua experimentação. Muita vez, acomodaram-se com os vícios de toda a

sorte, demorando voluntariamente nos trilhos da insensatez. Apesar disso,

porém, quase sempre se atribuíam a indébita condição de “eleitos da

Providência”; e, cristalizados em tal suposição, aplicavam a justiça ao próximo,

sem se com penetrarem das próprias faltas, esperando um paraíso de graças

para si e um inferno de intérmino tormento para os outros. Quando perdidos

nos intrincados meandros do materialismo cego, fiavam, sem justificativa, que

no túmulo se lhes encerraria a memória; e, se filiados a escolas religiosas, raros

excetuados, contavam, levianos e inconsequentes, com privilégios que jamais

nada fizeram por merecer.

Onde albergar a estranha e infinita caravana? Como designar a mesma

estação de destino a viajantes de cultura, posição e bagagem tão diversas?

Perante a Suprema Justiça, o malgache e o inglês fruem dos mesmos

direitos. Provavelmente, porém, estarão distanciados entre si, pela conduta

Individual, diante da Lei Divina, que distingue, invariavelmente, a virtude e o

crime, o trabalho e a ociosidade, a verdade e a simulação, a boa vontade e a

indiferença. Da contínua peregrinação do sepulcro, participam, todavia, santos

e malfeitores, homens diligentes e homens preguiçosos.

Como avaliar por bitola única recipientes heterogêneos? Considerando,

porém, nossa origem comum, não somos todos filhos do mesmo Pai? E por que

motivo fulminar com inapelável condenação os delinquentes, se o dicionário

divino inscreve a letras de logo as palavras “regeneração”, “amor” e

“misericórdia”? Determinaria o Senhor o cultivo compulsório da esperança

entre as criaturas, ao passo que Ele mesmo, de Sua parte, desesperaria?

Glorificaria a boa vontade, entre os homens, e conservar-se-ia no cárcere escuro

da negação? O selvagem que haja eliminado os semelhantes, a flechadas, teria

recebido no mundo as mesmas oportunidades de aprender que felicitam o

europeu supercivilizado, que extermina o próximo à metralhadora? Estariam

ambos preparados ao ingresso definitivo no paraíso de bem-aventurança

infindável tão somente pelo batismo simbólico ou graças a tardio

arrependimento no leito de morte?

A lógica e o bom-senso nem sempre se compadecem com argumentos

teológicos imutáveis. A vida nunca interrompe atividades naturais, por

imposição de dogmas estatuídos de artifício. E, se mera obra de arte humana,

cujo termo é a bolorenta placidez dos museus, exige a paciência de anos para

ser empreendida e realizada, que dizer da obra sublime do aperfeiçoamento da

alma, destinada a glórias imarcescíveis?

Vários companheiros de ideal estranham a cooperação de André Luiz,

que nos tece informações sobre alguns setores das esferas mais próximas ao

comum dos mortais.

Iludidos na teoria do menor esforço, inexistente nos círculos elevados,

contavam com preeminência pessoal, sem nenhum testemunho de serviço e

distantes do trabalho digno, em um céu de gozos contemplativos, exuberante de

conforto melifico. Prefeririam a despreocupação das galerias, em beatitude

permanente, onde a grandeza divina se limitaria a prodigioso. espetáculos,

cujos números mais surpreendentes estariam a cargo dos Espíritos Superiores,

convertidos em jograis de vestidura brilhante.

A missão de André Luiz é, porém, a de revelar os tesouros de que

somos herdeiros felizes na Eternidade, riquezas imperecíveis; em cuja posse

jamais entraremos sem a Indispensável aquisição de Sabedoria e de Amor.

Para isto, não lidamos em milagrosos laboratórios de felicidade

improvisada, onde se adquiram dotes de vil preço e ordinárias asas de cera.

Somos filhos de Deus, em crescimento. Sela nos campos de forças condensadas,

quais os da luta física, seja nas esferas de energias sutis, quais as do plano

superior, os ascendentes que nos presidem os destinos são de ordem evolutiva,

pura e simples, com indefectível justiça a seguirmos de perto, à claridade

gloriosa e com passiva do Divino Amor.

A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura

celeste. Nunca promoverá compulsoriamente homens a anjos. Cada criatura

transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do que houver

semeado, e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz do trabalho edificante,

são característicos imutáveis da Lei, em toda parte.

Ninguém, depois do sepulcro, gozará de um descanso a que não tenha

feito jus, porque “o Reino do Senhor não vem com aparências externas”.

Os companheiros que compreendem, na experiência humana, a escada

sublime, cujos degraus há que vencer a preço de suor, com o proveito das

bênçãos celestiais, dentro da prática Incessante do bem, não se surpreenderão

com as narrativas do mensageiro interessado no servir por amor. Sabem eles

que não teriam recebido o dom da vida para matar o tempo, nem a dádiva da’ fé

para confundir os semelhantes, absorvidos, que se acham, na execução dos

Divinos Desígnios. Todavia, aos crentes do favoritismo, presos à teia de velhas

ilusões, ainda quando se apresentem com os mais respeitáveis títulos, as

afirmativas do emissário fraternal provocarão descontentamento e

perplexidade.

É natural, porém: cada lavrador respira o ar do campo que escolheu.

Para todos, contudo, exoramos a bênção do Eterno: tanto para eles,

quanto para nós.

Emmanuel

Pedro Leopoldo, 25 de março de 1947

(Prefácio do Livro Mundo Maior- Francisco Cândido Xavier (pelo Espírito André Luiz)


LUZ ESPÍRITA

Coleção:

“A Vida no Mundo Espiritual

Ditada por:

ANDRÉ LUIZ

Psicografada por:

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

01 – Nosso Lar

02 – Os Mensageiros

03 – Missionários da Luz

04 – Obreiros da Vida Eterna

05 – No Mundo Maior

06 – Libertação

07 – Entre a Terra e o Céu

08 – Nos Domínios da Mediunidade

09 – Ação e Reação

10 – Evolução em Dois Mundos

11 – Mecanismos da Mediunidade

12 – Sexo e Destino

13 – E a Vida Continua...

27 de jan. de 2022

O Vento - História de Chico Xavier

 Certa vez, uma senhora foi até Uberaba e lá, diante do Chico, começou a se queixar de que não conseguia nada do que precisava, mesmo trabalhando na Doutrina e orando dia e noite. Ao ouvir suas queixas, Chico lhe disse:

- Quando a gente tem fé, quando confia, eles ajudam, minha filha!

Uma vez, em Pedro Leopoldo , eu ensinava catecismo às crianças, mas, um dia, me proibiram.

Eu ensinava catecismo para quarenta crianças... e fui proibido porque me tornara espírita. Fiquei em casa.

Mas as crianças queriam o tio Chico...

Então as famílias levaram as crianças lá em casa.

E eu fiquei com muita pena, porque na igreja elas tinham lanche. Já eram duas horas e eu só tinha água e uns pedacinhos de pão em casa.

Eram quarenta crianças... Como eu iria alimentar aquelas crianças?

Eu fiz uma prece e pedi a Deus que me ajudasse, porque elas não podiam ficar sem comer.

Como é que eu iria fazer?

Estávamos embaixo de uma árvore.

E, então, um vento muito estranho começou a balançar as folhas da árvore.

O vento uivava entre os galhos daquela árvore.

Uma vizinha saiu e perguntou:

— Chico, que é isso? Que barulho é esse?

— O vento...

— O vento?!... E essas crianças aí?

— Catecismo!...

— Você não deu nada para elas comerem?

— Não tenho!...

— Oh, Chico! Eu tenho, aqui, bolo e pão.

E a outra vizinha do lado também apareceu e perguntou:

— O que foi isso, Chico? Que vento foi esse?

— O vento...

— E essas crianças aí?

— O catecismo...

E assim, doze famílias se reuniram e passaram a oferecer o alimento, o lanche daquelas crianças, por causa do vento.

(do livro "Minutos com Chico Xavier" de José Carlos de Lucca)

A HISTÓRIA DE UM PÃO OFERTADO A UM ÓRFÃO....

 Em média são 300 pães doados por dia: 'Pode se servir à vontade'.

História de um Pão: 


Quando Barsabás, o tirano, demandou o reino da morte, buscou debalde reintegrar-se no grande palácio que lhe servira de residência. A viúva, alegando infinita mágoa, desfizera-se da moradia, vendendo-Ihe os adornos. Viu ele, então, baixelas e candelabros, telas e jarrões, tapetes e perfumes, jóias e relíquias, sob o martelo do leiloeiro, enquanto os filhos querelavam no tribunal, disputando a melhor parte da herança.

Ninguém lhe lembrava o nome, desde que não fosse para reclamar o ouro e a prata que doara a mordomos distintos.

E porque na memória de semelhantes amigos ele não passava, agora, de sombra, tentou o interesse afetivo de companheiros outros da infância...

Todavia, entre eles encontrou simplesmente a recordação dos próprios atos de malquerença e de usura.

Barsabás, entregou-se as lágrimas de tal modo, que a sombra lhe embargou, por fim, a visão, arrojando-o nas trevas.

Vagueou por muito tempo no nevoeiro, entre vozes acusadoras, até que um dia aprendeu a pedir na oração, e, como se a rogativa lhe servisse de bússola, embora caminhasse às escuras, eis que, de súbito, se lhe extingue a cegueira e ele vê, diante de seus passos, um santuário sublime, faiscante de luzes.

Milhões de estrelas e pétalas fulgurantes povoavam-no em todas as direções.

Barsabás, sem perceber, alcançara a Casa das Preces de Louvor, nas faixas inferiores do firmamento.

Não obstante deslumbrado, chorou, impulsivo, ante o Ministro espiritual que velava no pórtico.

Após ouvi-lo, generoso, o funcionário angélico falou sereno:

- Barsabás, cada fragmento luminoso que contemplas é uma prece de gratidão que subiu da Terra ...

- Ai de mim - soluçou o desventurado - eu jamais fiz o bem...

- Em verdade - prosseguiu a informante -, trazes contigo, em grandes sinais, a pranto e a sangue dos doentes e das viúvas, dos velhinhos e órfãos indefesos que despojaste, nos teus dias de invigilância e de crueldade; entretanto, tens aqui, em teu crédito, uma oração de louvor...

E apontou-lhe acanhada estrela, que brilhava a feição de pequenino disco solar.

- Há trinta e dois anos - disse, ainda, o instrutor -, deste um pão a uma criança e essa criança te agradeceu, em prece ao Senhor da Vida.

Chorando de alegria e consultando velhas lembranças, Barsabás perguntou:

- Jonakim, o enjeitado?

- Sim, ele mesmo - confirmou a missionário divino. - Segue a claridade do pão que deste, um dia, por amor, e livrar-te-ás, em definitivo, do sofrimento nas trevas.

E Barsabás acompanhou a tênue raio do tênue fulgor que se desprendia daquela gota estelar, mas, em vez de elevar-se as Alturas, encontrou-se numa carpintaria humilde da própria Terra.

Um homem calejado aí refletia, manobrando a enxó em pesado lenho...

Era Jonakim, aos quarenta de idade.

Coma se estivessem as dois identificados no doce fio de luz, Barsabás abraçou-se a ele, qual viajante abatido, de volta ao calor do lar... (...)

Decorrido um ano, Jonakim, a carpinteiro, ostentava, sorridente, nos braços, mais um filhinho, cujos louros cabelos emolduravam belos olhos azuis.

Com a benção de um pão dado a um menino triste, por espírito de amor puro, conquistara Barsabás, nas Leis Eternas, o prêmio de renascer para redimir-se.

Pelo Espírito Irmão X

22 de fev. de 2011

Origem e Natureza dos Espíritos

Perguntas de Allan Kardec aos Espíritos Superiores
76. Que definição se pode dar dos Espíritos?

“Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material.”

77. Os Espíritos são seres distintos da Divindade, ou serão simples emanações ou porções desta e, por isto, denominados filhos de Deus?

“Meu Deus! São obra de Deus, exatamente qual a máquina o é do homem que a fabrica. A máquina é obra do homem, não é o próprio homem. Sabes que, quando faz alguma coisa bela, útil, o homem lhe chama sua filha, criação sua. Pois bem! O mesmo se dá com relação a Deus: somos Seus filhos, pois que somos obra Sua.”

78. Os Espíritos tiveram princípio, ou existem, como Deus, de toda a eternidade?

“Se não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, quando, ao invés, são criação Sua e se acham submetidos à Sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, é incontestável. Quanto, porém, ao modo porque nos criou e em que momento o fez, nada sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se quiseres com isso significar que, sendo eterno, Deus há de ter sempre criado ininterruptamente. Mas, quando e como cada um de nós foi feito, repito-te, nenhum o sabe: aí é que está o mistério.”

79. Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material?

“Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo por que essa formação se operou é que são desconhecidos.”

80. A criação dos Espíritos é permanente, ou só se deu na origem dos tempos?

“É permanente. Quer dizer: Deus jamais deixou de criar.”

81. Os Espíritos se formam espontaneamente, ou procedem uns dos outros?

“Deus os cria, como a todas as outras criaturas, pela Sua vontade. Mas, repito ainda uma vez, a origem deles é mistério.”

82. Será certo dizer-se que os Espíritos são imateriais?

“Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.”

Comentário de Kardec. Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque, pela sua essência, diferem de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Um povo de cegos careceria de termos para exprimir a luz e seus efeitos. O cego de nascença se julga capaz de todas as percepções pelo ouvido, pelo olfato, pelo paladar e pelo tato. Não compreende as idéias que só lhe poderiam ser dadas pelo sentido que lhe falta. Nós outros somos verdadeiros cegos com relação à essência dos seres sobre-humanos. Não os podemos definir senão por meio de comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço da imaginação.

83. Os Espíritos têm fim? Compreende-se que seja eterno o princípio donde eles emanam, mas o que perguntamos é se suas individualidades têm um termo e se, em dado tempo, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se dissemina e volta à massa donde saiu, como sucede com os corpos materiais. É difícil de conceber-se que uma coisa que teve começo possa não ter fim.

“Há muitas coisas que não compreendeis, porque tendes limitada a inteligência. Isso, porém, não é razão para que as repilais. O filho não compreende tudo o que a seu pai é compreensível, nem o ignorante tudo o que o sábio apreende. Dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim. É tudo o que podemos, por agora, dizer.”

Kardec, Allan. Da obra: Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro, RJ: FEB.

Amarga Confissão

Sou mulher como você o é e o desconhecimento das leis da vida, me levou a cometer um dos erros mais desgraçados que uma mulher pode cometer. Hoje assim o compreendo.

Quando os conhecimentos que a ciência proporciona vieram trazer a luz em minha vida, horrorizei-me comigo mesma; acabei de dar conta de que não me haviam informado com a verdade, quando me disseram que somente um conjunto de células seria extirpado, sem que tivesse nenhuma conseqüência, nem material nem psíquica, no curso da vida. Como diz bem o adágio popular! "Olhos que não vêem, coração que não sente"... Os olhos do meu entendimento não viam a vida que se agitava em meu ser e por isso a desprezei.

Hoje não posso deixar de pensar... Quando vejo uma criança pequena, o coração se me estremece ante tão nefasta recordação.

Por isto que lhe confesso e que tão caro é em minha vida, lhe digo:

? Jamais se apresse a tomar uma decisão como a que eu tomei, porque não a esquecerá nunca, por muitos anos que lhe conceda a vida e quando chegue a ouvir o pranto de uma criança, este a sacudirá desde as entranhas até ao coração, como me acontece hoje.

Queira Deus que esta minha amarga experiência a contenha em uma situação semelhante; perdoe por não assinar meu nome..., não o poderia fazer.
(Anonimo)

Do livrete "Deixem-me Viver", Autores Diversos.

3 de jan. de 2011

Carta de Ano Novo

Ano Novo é também oportunidade de aprender, trabalhar e servir. O tempo como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário,descerrando-nos horizontes mais claros para necessária ascensão.

Lembra-te de que o ano em retorno, é novo dia a convocar-te para a execução de velhas promessas que ainda não tivestes a coragem de cumprir.

Se tens inimigos faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.

Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.

Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.

Se a tristeza te requisita esquece-a e procura a alegria serena da consciência tranquila no dever bem cumprido.

Ano Novo! Novo Dia!

Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.

Recorda que há mais ignorância que maldade em torno de teu destino.

Não maldigas nem condenes.

Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.

Não te desanimes nem te desconsoles.

Cultiva o bom ânimo com os que te visitam dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.

Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: - Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Vida e Caminho. Ditado pelo Espírito Emmanuel.

10 de nov. de 2010

A VIDA É UM SHOW FANTÁSTICO

 

Li esta mensagem e achei muito bom para clocar aqui. Não sei se é espirita, mas os dizeres são  de auto ajuda.

Você pode ter defeitos, viver ansioso, chorar e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é o maior tesouro do mundo.
Só você pode evitar que ela desfaleça.
Lembre-se sempre de que ser feliz não é ter um céu sempre azul, caminhos sem obstáculos, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz
É encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor mesmo nos desencontros.
Ser feliz
Não é apenas valorizar o sorriso a alegria, mas também refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar as vitórias, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas alegrar-se como os aplausos, mas encontrar alegria na escuridão.
Ser feliz
É reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões nos períodos de crise basta saber aproveitar.
Ser feliz
Não é uma sorte do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu eu interior.
Ser feliz
É deixar de ser vítima ou réu nos problemas, é se tornar o autor da própria história.
Ser feliz
É atravessar desertos, ser capaz de encontrar um oásis escondido em sua alma.
É agradecer a cada manhã pela vida.
Ser feliz
É não ter medo dos próprios sentimentos e saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um... "Não".
Ser Feliz
É saber receber com segurança uma crítica, mesmo que seja injusta.
É beijar os filhos, é ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
É deixar viver a criança que cada um tem dentro de si.
Ser feliz
É saber admitir quando errou e dizer "Eu errei".
É ser o primeiro a dizer "Me perdoe”
É ter sensibilidade para expressar
"O que você tem mais de profundo no coração".
É ter capacidade de dizer sem medo "Eu te amo".
Faça da sua vida um canteiro de oportunidades.
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.
Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria.
E finalmente
Quando você desviar do caminho, comece tudo de novo.
Pois assim você terá cada vez mais amor pela vida e descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas saber usar suas lágrimas para irrigar a tolerância.
Saber usar suas perdas para polir a paciência.
Saber usar suas falhas para construir a serenidade.
Saber usar sua dor para aumentar o prazer.
Saber usar os obstáculos para abrir as janelas da sabedoria.
Não desista nunca de si mesmo.
Não esqueça nunca as pessoas que te amam.
Não desista nunca de quem te ama.
Não desista nunca de ser feliz, pois...

A VIDA É UM SHOW FANTÁSTICO
Autor ( S.Bernardelli )

14 de out. de 2010

O Aprendiz Desapontado

Um menino que desejava ardentemente residir no Céu, numa bonita manhã, quando se encontrava no campo, em companhia de um burro, recebeu a visita de um anjo.

Reconheceu, depressa, o emissário de Cima, pelo sorriso bondoso e pela veste resplandecente.

Alucinado de júbilo, o rapazelho gritou:

-Mensageiro de Jesus, quero o paraíso! Que fazer para chegar até lá?!

O anjo respondeu com gentileza:

-O primeiro caminho para o Céu é a obediência e, o segundo é o trabalho.

O pequeno, que não parecia muito diligente, ficou pensativo.

O enviado de Deus então disse:

-Venho a este campo, a fim de auxiliar a Natureza que tanto nos dá.

Fixou o olhar mais docemente na criança e rogou:

-Queres ajudar-me a limpar o chão, carregando estas pedras para o fosso vizinho?

O menino respondeu:

-Não posso.

Todavia, quando o emissário celeste se dirigiu ao burro, o animal prontificou-se a transportar os calhaus, pacientemente, deixando a terra livre e agradável.

Em seguida, o anjo passou a dar ordens de serviço em voz alta, mas o menino recusava-se a contribuir, enquanto o burro ia obedecendo.

No instante de mover o arado, o rapazinho desfez-se em palavras feias, fugindo à colaboração. O muar disciplinado, contudo, ajudou, quanto pôde, em silêncio.

No momento de preparar a sementeira, verificou-se o mesmo quadro: o pequeno repousava e o burro trabalhava.

Em todas as medidas iniciais da lavoura, o pesado animal agia cuidadoso, colaborando eficientemente com o lavrador celeste; entretanto, o jovem, cheio de saúde e leveza, permaneceu amuado, a um canto, choramingando sem saber por que e acusando não se sabe a quem.

No fim do dia, o campo estava lindo.

Canteiros bem desenhados surgiam ao centro, ladeados por fios de água benfeitora.

As árvores, em derredor, pareciam orgulhosas em protegê-los. O vento deslizava tão manso que mais se assemelhava a um sopro divino cantando nas campânulas do matagal.

A Lua apareceu espalhando intensa claridade.

O anjo abraçou o obediente animal, agradecendo-lhe a contribuição. Vendo o menino que o mensageiro se punha de volta, gritou, ansioso:

-Anjo querido, quero seguir contigo, quero ir para o Céu!...

O Emissário divino respondeu, porém:

-O paraíso não foi feito para gente preguiçosa. Se desejas encontrá-lo, aprende primeiramente a obedecer como o burro que soube receber a bênção da disciplina e o valor da educação.

E assim esclarecendo subiu para as estrelas, deixando o rapazinho desapontado, mas disposto a mudar de vida.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Alvorada Cristã. Ditado pelo Espírito Neio Lúcio. 11 edição. Rio de Janeiro: FEB.

Proveito dos Sofrimentos para Outrem

Os que aceitam resignados os sofrimentos, por submissão à vontade de Deus e tendo em vista a felicidade futura, não trabalham somente em seu próprio benefício? Poderão tornar seus sofrimentos proveitosos a outrem?

Podem esses sofrimentos ser de proveito para outrem, material e moralmente: materialmente se, pelo trabalho, pelas privações e pelos sacrifícios que tais criaturas se imponham, contribuem para o bem-estar material de seus semelhantes; moralmente, pelo exemplo que elas oferecem de sua submissão à vontade de Deus. Esse exemplo do poder da fé espírita pode induzir os desgraçados à resignação e salvá-los do desespero e de suas conseqüências funestas para o futuro. - S. Luís. (Paris, 1860.)

Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Capítulo V. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira.

Desculpas

Desculpem tanta demora em postar, mas infelismente tive problemas no meu computador.

Maturidade

 

Se já prestamos serviço sem perguntar se a criatura está precisando...

Se já auxiliamos nas boas obras sem aguardar recompensa...

Se procuramos o trabalho que nos compete sem rogar que outros nos substituam nas próprias obrigações...

Se não registramos ressentimentos...

Se cooperamos espontaneamente em favor do próximo...

Se buscamos a própria renovação sem esperar que os outros bitolem emoções e idéias pelo nosso coração ou pela nossa cabeça...

Se estudamos os problemas da existência e da alma sem que ninguém nos obrigue a isso...

Se amamos sem cogitar se os outros nos amam...

Se reconhecemos que a nossa liberdade unicamente é válida pelo dever que cumprimos...

Se já sabemos esquecer o mal, para valorizar o bem...

Se já conseguimos calar todos os assuntos que induzam à intranqüilidade e ao pessimismo...

Então estaremos atingindo as faixas benditas da maturidade com a Via Superior.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Aulas da Vida. Ditado pelo Espírito Albino Teixeira.

2 de set. de 2010

Uniões Enfermas

Se te encontras nas tarefas da união conjugal, recorda que ora a execução dos encargos em dupla é a garantia de tua própria sustentação.

Dois associados no condomínio da responsabilidade na mesma construção.

Dois companheiros compartilhando um só investimento.

*

Às vezes, depois dos votos de ternura e fidelidade, quando as promessas se encaminham para as realizações objetivas, os sócios de base da empresa familiar encontram obstáculos pela frente.

Um deles terá adoecido e falta no outro a tolerância necessária.

Surge a irritação e aparece o ressentimento.

Em outras ocasiões, o trabalho se amplia em casa e um deles foge à cooperação.

Surge o cansaço e aparece o desapreço.

Hoje - queixas.

Adiante - desatenções e lágrimas.

Amanhã - rixas.

Adiante ainda - amarguras e acusações recíprocas.

Se um dos responsáveis não se dispõe a compreender a validade do sacrifício, aceitando-o por medida de salvação do instituto doméstico, eis a união enferma ameaçando ruptura.

*

Nesse passo, costumam repontar do caminho laços e afinidades de existências do pretérito convidando esse ou aquele dos parceiros para uniões diferentes. E será indispensável muita abnegação para que os chefes da comunhão familiar não venham a desfazer, de todo, a união já enferma, partindo no rumo de novos ajustes afetivos.

*

Entende-se claro que o divórcio é lei humana que vem unicamente confirmar uma situação que já existe e que, se calamidades da alma pendem sobre a casa, não se dispõe de outra providência mais razoável para recomendar, além dessa. Entretanto, se te vês nos problemas da união enferma e, principalmente se tens crianças a proteger, tanto quanto se te faça possível, mantém o lar que edificaste com as melhores forças do espírito.

Realmente, os casamentos de amor jamais adoecem, mas nos enlaces de provação redentora, os cônjuges solicitaram, antes do berço terrestre, determinadas tarefas em regime de compromisso perante a Vida Infinita. E, ante a Vida Infinita convém lembrar sempre que os nossos débitos não precisam de resgate, a longo prazo, pela contabilidade dos séculos, desde que nos empenhemos a solve-los em tempo curto, pelo crediário da paciência, a serviço do amor.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminhos de Volta. Ditado pelo Espírito Emmanuel.

1 de set. de 2010

A Melancolia

Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? E que vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele. Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes.

Crede-me, resisti com energia a essas impressões que vos enfraquecem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor; mas, não as busqueis neste mundo e, agora, quando Deus vos envia os Espíritos que lhe pertencem, para vos instruírem acerca da felicidade que Ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantêm cativo o Espírito. Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou. Se, no curso desse degredo-provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para os suportar. Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que, jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra. - François de Genève. (Bordéus.)

Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Capítulo V. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira.

12 de jun. de 2010

Sinceridade

"Aliás, não é de bom aviso atacar bruscamente os preconceitos. Esse o melhor meio de não se ser ouvido. Por essa razão é que os Espíritos muitas vezes falam no sentido da opinião dos que os ouvem: é para o trazer pouco a pouco à verdade. Apropriam na linguagem às pessoas, como tu mesmo farás, se fores um orador mais ou menos hábil." O LIVRO DOS MÉDIUNS 2ª parte, Capítulo 27º - Item 301 (3ª)

Em nome da verdade não apliques a palavra contundente sobre a fraqueza daqueles que caminham desequilibrados ao teu lado.

A pretexto de servir à causa do Bem não derrames espinhos pela senda onde segue teu próximo, tentando, dessa forma, ser coerente com as próprias convicções.

Falando em nome do ideal que esposas, evita a exposição petulante dos conhecimentos que um dia te conferiram; apresenta-os aos ouvintes com a simplicidade que agrada e sem a pretensão de emitires o último conceito.

Justificando a tua maneira sadia de viver, não te faças desagradável companhia, usando, indiscriminadamente, a palavra ferinte e o argumento intolerante, a expressão deprimente e a frase impiedosa em relação àqueles que ainda não podem seguir-te os passos.

Procurando libertar a tua alma do erro, não intentes escravizar aos teus caprichos de pensamentos quantos não têm possibilidade de voar contigo na amplidão do conhecimento.

Nas observações que fazes, não te esqueças que nem todos os seres se encontram preparados para ouvir-te as repreensões, mesmo quando coroadas das melhores intenções.

Procurando ajudar, não te detenhas, apenas, na descoberta da ferida; utiliza-te do singelo chumaço do algodão e cobre a enfermidade com medicação balsâmica.

Não te esqueças de que a verdade, semelhante à moral penetra, lentamente, acendendo luzes na escuridão e vencendo trevas sem precipitação em gritos, generalizando-se, poderosa.

Muitas vezes se serve melhor à verdade, calando a palavra ofensiva e constringente que jamais edifica.

Saber e silenciar, receber e guardar, ouvir e reter são manifestações que contribuem mais para a campanha de esclarecimento do que expor a verdade, aos gritos, junto às almas que não se encontram preparadas para a renovação.

Sinceridade!.

Quantas vezes em teu nome se destrói, esmaga-se, desanima-se e persegue-se, acreditando servir à honra e ao bem.

Por isso mesmo, lavra teu campo, meu irmão, semeia a bondade e a luz e, sendo sincero para contigo mesmo, serve ao ideal do Cristo na humanidade inteira, ajudando, sem cessar, a quantos caminham pelas tuas veredas.

Não será isto, porventura, o que Jesus faz conosco?

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Espírito e Vida. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Capítulo 18. LEAL Editora.

3 de jun. de 2010

No Tempo Justo

Você encontrará o que busca,
fará o que lhe aprouver,
viverá conforme imagina,
escolherá os próprios amigos,
lutará com os recursos de que dispõe,
decidirá sobre o caminho a percorrer,
cultivará os pensamentos em que se compraz...
Mas, se a Lei Divina
lhe faculta semear livremente,
não o exime da responsabilidade
de colher.
Observe, portanto, o tipo de semente
que você lança ao solo da vida,
porque,
no tempo justo,
ela produzirá segundo a sua
espécie.

Xavier, Francisco Cândido; Baccelli, Carlos A. Da obra: Brilhe Vossa Luz. Ditado pelo Espírito Albino Teixeira. 4 edição. Capítulo 20. Araras, SP: IDE.

24 de mai. de 2010

Mensagem para quem Abortou

 

Ante a queda moral pela prática do aborto não se busca condenar ninguém. O que se pretende é evitar a execução de um grave erro, de conseqüências nefastas, tanto individual como socialmente, como também sua legalização.

Como asseverou Jesus (João, 8:11):

"Eu também não te condeno; vai e não tornes a pecar."

A proposta de recuperação e reajuste que o Espiritismo oferece é de abandonar o culto ao remorso imobilizador, a culpa autodestrutiva e a ilusória busca de amparo na legislação humana, procurando a reparação, mediante reelaboração do conteúdo traumático e novo direcionamento na ação comportamental, o que promoverá a liberação da consciência, através do trabalho no bem, da prática da caridade e da dedicação ao próximo necessitado, capazes de edificar a vida em todas as suas dimensões.

Da obra: O Que Dizem os Espíritos Sobre o Aborto. FEB.

FREI DAMIÃO O IRMÃO DA CARIDADE

  "Mais tarde, adoeceu... E, mesmo assim, Curvado para a Terra, erguia as mãos trementes, Socorrendo viajores e doentes, Embora sempre ...