13 de jan. de 2010

MALEDICÊNCIA – NÃO FALES MAL DE NINGUÉM

Por Huberto Rohden -

 

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Toda pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros.

Qual a razão última dessa mania de maledicência?

É um complexo de inferioridade unido a um desejo de superioridade.

Diminuir o valor dos outros dá-nos a grata ilusão de aumentar o nosso valor próprio.

A imensa maioria dos homens não está em condições de medir o seu valor por si mesma. Necessita medir o seu próprio valor pelo desvalor dos outros.

Esses homens julgam necessário apagar as luzes alheias a fim de fazerem brilhar mais intensamente a sua própria luz.

São como vaga-lumes que não podem luzir senão por entre as trevas da noite, porque a luz das suas lanternas fosfóreas é muito fraca.

Quem tem bastante luz própria não necessita apagar ou diminuir as luzes dos outros para poder brilhar.

Quem tem valor real em si mesmo não necessita medir o seu valor pelo desvalor dos outros.

Quem tem vigorosa saúde espiritual não necessita chamar de doentes os outros para gozar a consciência da saúde própria.

As nossas reuniões sociais, os nossos bate-papos são, em geral, academias de maledicência.

Falar mal das misérias alheias é um prazer tão sutil e sedutor – algo parecido com whisky, gin ou cocaína – que uma pessoa de saúde moral precária facilmente sucumbe a essa epidemia.

A palavra é instrumento valioso para o intercâmbio entre os homens. Ela, porém, nem sempre tem sido utilizada devidamente.

Poucos são os homens que se valem desse precioso recurso para construir esperanças, balsamizar dores e traçar rotas seguras.

Fala-se muito por falar, para “matar tempo”. A palavra, não poucas vezes, converte-se em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência e em bisturi da revolta.

Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras dirigem conflitos e resolvem dificuldades.

Falando, espíritos missionários reformularam os alicerces do pensamento humano.

Falando, não há muito, Hitler hipnotizou multidões, enceguecidas, que se atiraram sobre outras nações, transformando-as em ruínas.

Guerras e planos de paz sofrem a poderosa influência da palavra.

Há quem pronuncie palavras doces, com lábios encharcados pelo fel.

Há aqueles que falam meigamente, cheios de ira e ódio. São enfermos em demorado processo de reajuste.

Portanto, cabe às pessoas lúcidas e de bom senso, não dar ensejo para que o veneno da maledicência se alastre, infelicitando e destruindo vidas.

Pense nisso!

Desculpemos a fragilidade alheia, lembrando-nos das nossas próprias fraquezas.

Evitemos a censura.

A maledicência começa na palavra do reproche inoportuno.

Se desejamos educar, reparar erros, não os abordemos estando o responsável ausente.

Toda a palavra torpe, como qualquer censura contumaz, faz-se hábito negativo que culmina por envilecer o caráter de quem com isso se compraz.

Enriqueçamos o coração de amor e banhemos a mente com as luzes da misericórdia divina.

Porque, de acordo com o Evangelho de Lucas, “a boca fala do que está cheio o coração”.

(Texto extraído do livro “A Essência da Amizade” – Huberto Rohden* – Editora Martin Claret).

(Huberto Rohden (1893-1981) foi professor, filósofo, conferencista e escritor com mais de 65 obras sobre Ciência, Filosofia e Religião, várias delas traduzidas para outras línguas, inclusive o Esperanto e até mesmo em Braille, para institutos de cegos.)

7 de jan. de 2010

Esclarecendo dúvidas

 

O Espiritismo, conforme reconhece o Conselho Federativo Nacional, órgão da Federação Espírita Brasileira, é a Revelação prometida pelo Cristo de Deus para os séculos em que a Humanidade alcançasse um grau de assimilação mais elevado.

Os fenômenos psíquicos, tão velhos quanto o mundo, só atraíram a atenção dos intelectuais, quando surgiram os ocorridos em Hydesville, em 1848.

Em 1857, após observá-los e catalogá-los com o mais meticuloso rigor científico, Allan Kardec lançou ao mundo o primeiro livro da codificação dessa nova Revelação - “O Livro dos Espíritos”, criando o vocábulo Espiritismo para designar essa Revelação, então chamada e ainda conhecida em outros países pelo nome de Neo-Espiritualismo.

Difere o Espiritismo de todas as religiões conhecidas por demonstrar a lógica dos seus ensinos através de experiências científicas e por apresentar uma filosofia também baseada em experimentos e observações e documentada por uma legião de sábios de renome universal.

Religião científico-filosófica, confirmando os ensinamentos básicos de todas as religiões, não pretende demolir as que a precederam, antes reconhece a necessidade da existência delas para grande parte da humanidade, cuja evolução se processará lenta e inevitavelmente.

Doutrina religiosa, sem dogmas propriamente ditos, sem liturgia, sem símbolos, sem sacerdócio organizado, ao contrário de quase todas as demais religiões, não adota em suas reuniões e em suas práticas:

a) paramentos, ou quaisquer vestes especiais;

b) vinho ou qualquer bebida alcoólica;

c) incenso, mirra, fumo ou substâncias outras que produzam fumaça;

d) altares, imagens, andores, velas e quaisquer objetos materiais como auxiliares de atração do público;

e) hinos ou cantos em línguas mortas ou exóticas, só os admitindo, na língua do país, exclusivamente em reuniões festivas realizadas pela infância e pela juventude e em sessões ditas de efeitos físicos;

f) danças, procissões e atos análogos;

g) atender a interesses materiais terra-a-terra, rasteiros ou mundanos;

h) pagamento por toda e qualquer graça conseguida para o próximo;

i) talismãs, amuletos, orações miraculosas, bentinhos, escapulários ou quaisquer objetos e coisas semelhantes;

j) administração de sacramentos, concessão de indulgências, distribuição de títulos nobiliárquicos;

k) confeccionar horóscopos, exercer a cartomancia, a quiromancia, a astromancia e outras “mancias”;

l) rituais e encenações extravagantes de modo a impressionar o público;

m) termos exóticos ou heteróclitos para a designação de seres e coisas;

n) fazer promessas e despachos, riscar cruzes e pontos, praticar, enfim, a longa série de atos materiais oriundos das velhas e primitivas concepções religiosas.

O fenômeno psíquico pode surgir em qualquer meio religioso ou irreligioso e seu aparecimento pode conduzir a criatura ao Espiritismo, mas a consolidação da crença, o conhecimento das leis que presidem os destinos do homem e a perfeita assimilação da Doutrina Espírita só se conseguem através do estudo das obras de Allan Kardec e das que lhe são subsidiárias.

MISSÃO E DEVER

Renascido entre os ventos outonais do Rhone e do Saone, nas terras de Lion, chega com pujante dever a cumprir e nobre missão a desempenhar.

Quando menino, estuda e avança.

Na juventude, burila-se e cresce mais.

Na fase adulta, faz-se mestre-escola e trabalha no ensino, amando e avançando na própria profissão.

Como cidadão, observa, aprende, constrói imagens de um mundo novo de coerência com as leis do Altíssimo.

Aproximado dos fenômenos da Vida Imortal, contata os mortos da Terra e descobre um campo novo de aprendizado eloqüente.

Compreende o chamado e ajusta-se ao que tomou por dever.

Estuda, analisa, pergunta, escreve... e desatam-se os pensamentos estelares no intelecto humano.

Colige os ditos das Alturas e verifica a sanha do lado infeliz do Mundo Além.

Não se deixa engodar pelos trapaceiros, tampouco se empolga com os primeiros êxitos.

Toma os elogios à guisa de incentivo, dedicando-os ao Grande Guia, e recebe calúnias e outras agressões por combustível necessário a sua marcha.

Apresenta ao mundo a Doutrina dos Sempre Vivos, e incendeia os corações com amor e as mentes com sabedoria, vertidos dos campos do Infinito.

Enquanto os ventos do progresso a Doutrina Nova espargem, ele deixa o corpo carnal, que tomba insultado pela perda das forças mais básicas e torna-se um Astro a brilhar nos céus da cultura humana, tendo contribuído, eficazmente, para que a Terra se mostrasse melhor.

Allan Kardec, missionário grandioso de Jesus, além do legado esplendoroso que a Codificação Espírita representa, ensina a todos, por meio de uma vida sóbria e profunda, a cumprir deveres e atender a missão que, em verdade, o Criador confere a cada um dos Seus filhos.

Raul Teixeira. Ditado pelo Espírito Francisco de Paula Vítor. (fonte: www.feparana.com.br).

6 de jan. de 2010

Arai e Semeai

 

Mensagem do Espírito Dr. Bezerra de Menezes quando do encerramento da 8a Reunião Ordinária do Conselho Espírita Internacional, no dia 13 de fevereiro de 2002, na sede da Federação Espírita Brasileira, pela psicofonia de Divaldo Pereira Franco.

Meus Filhos,

Que Jesus nos abençoe!

Antes que o Senhor ascendesse, estávamos reunidos com aqueles que leriam nas palavras de João, o futuro evangelista, a mensagem de libertação e de eternidade.

Naquele entardecer, rico de perfumes e de bênçãos, o Mestre inolvidável aparece e, distendendo os braços para afagar, aproxima aqueles quinhentos da Galiléia, no seu afável e dúlcido coração e diz-lhes:

– Ide, como as ovelhas mansas no meio de lobos rapaces. Ide e pregai, pois que vos dou o poder de libertar as criaturas dos sofrimentos... Eu vos dou a força para pisar a serpente do mal, sem que ela vos possa picar. Eu vos ofereço o meu coração, para que o apresenteis ao mundo. Não temais a ninguém, especialmente aqueles que somente vencem o corpo e não vos podem atingir a alma.

...E quando ascendeu em uma nuvem luminosa, aqueles que ali estavam, homens e mulheres, criancinhas e venerandos anciãos, saíram para levar a Sua mensagem de liberdade aos quatro pontos do mundo.

Ide, também vós outros, novos quinhentos da Galiléia, que renasceis da memória dos tempos, depois de naufrágios dolorosos e de prejuízos incalculáveis para a economia das vossas almas. Ide, e semeai a Era do amor. Não vos perturbeis com o mundo, com as suas facécias, nem temais as suas tenazes vigorosas e ameaçadoras. Aquele amoroso e meigo Rabi prossegue convosco e conosco, conduzindo-nos ao porto de segurança para onde rumam.

É verdade que o corpo físico é um desafio, a própria luta ante os recentes progressos constitui um desafio impostergável.

Cantai, exultantes de alegria, porque fostes chamados e estais sendo selecionados para os misteres mais delicados e graves da construção do reino de Deus. Se, por acaso, aninhar-se a dor em vossos sentimentos, bendizei-a. E nesse colóquio entre a alma que chora e a dor que deve estar cravada, dizei: bendita sejas, por te apresentares como espinho nas carnes da minha alma, impedindo-lhe tropeços mais dolorosos e mais perturbadores. Se a incompreensão testar as vossas resistências, eis que soa a oportunidade da tolerância e o momento da paciência, a fim de ser conquistado o contendor. E, em qualquer circunstância, amai.

O amor é a força ciclópica que modela o Universo, exteriorizado pelo Pai Criador. Com os sentimentos de amor, de bondade, guiados pela lógica de bronze da Doutrina Espírita, podereis dirigir os passos no rumo do Bem, com segurança, quando tudo aparentemente estiver contra vós.

Não temos outra alternativa, nem conhecemos outra diretriz que não sejam aquelas que estão expressas na palavra do Senhor: "Fazei todo o bem que vos esteja ao alcance. Amai aos vossos inimigos, aos vossos perseguidores, servindo sempre", porque as mãos que obram nas trilhas da imortalidade estão colocando os alicerces da era do amor universal em nosso planeta, que está transitando para mundo de regeneração. Nunca estareis a sós. Vossos Guias, protetores e os anjos tutelares da lide espírita, em nome do Espírito de Verdade, estarão sempre convosco.

Ide, filhos da alma, em paz, em retorno ao vosso campo de trabalho e arai, semeai, vigiai as plântulas, defendei-as até que possam, como árvores frondosas e frutíferas, albergar a sociedade cansada, desiludida e necessitada de paz, de pão e de amor.

Que o Senhor de bênçãos vos abençoe, meus filhos.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra

Franco, Divaldo Pereira. Ditado pelo Espírito Bezerra de Menezes. Revista Reformador de Abril de 2002. Nota: Texto revisto pelo Autor espiritual..

Ascensão Espiritual

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Indiscutivelmente, a culpa resulta do grau de responsabilidade, da consciência do homem que pratica qualquer ação.

Em razão disso, a penalidade ou corretivo deve ser proporcional à capacidade, à resistência do infrator.

Quando a criatura sofre sem conhecimento das causas que a levam à aflição, raramente logra forças para superar-se e suportar com resignação as suas dores.

Eis porque, ante a conjuntura ou situação dolorosa que atinge os homens, somente se pode entender, ante a divina justiça, que se a causa dos padecimentos não se encontra na existência atual, está, sem dúvida, em precedentes reencarnações.

Repetem-se as vidas corporais para o Espírito, quantas vezes se fazem necessárias para o seu burilamento, a sua plenitude.

Cada etapa repara os erros da fase anterior, ao mesmo tempo contribuindo para a aquisição de valores e experiências que necessitam ser armazenadas e que contribuem, poderosamente, para a evolução do homem.

Sem este processo, no qual se manifestam a excelsa justiça e o soberano amor, a vida inteligente perderia o sentido e a criatura humana se transformaria em joguete de caprichosas e incontroladas mãos que lhe conduziriam o destino.

Se não compreendes o porquê das tuas dores atuais, ausculta a consciência e ela te inspirará a entender as causas anteriores, ajudando-te a suportá-las e vencê-las bem.

O sofrimento não tem exclusiva finalidade corretiva, senão educadora, abrindo percepções e facultando valores que não seriam conhecidos sem o seu contributo.

Não menosprezes, por essa razão, a fragilidade orgânica, a celeridade com que transcorre cada ciclo das reencarnações.

Aproveita, quanto possas, as ensanchas que se te apresentem, reunindo experiências positivas, recuperando lições perdidas, realizando trabalhos valiosos.

A pessoa odienta que te molesta; a dificuldade persistente que te perturba; a enfermidade pertinaz que te não abandona; o problema que não dilui; a dor que te estiola; a solidão que te martiriza; a angústia, de origem desconhecida, que te dilacera; a pobreza que te preocupa; a limitação desta ou daquela natureza que te aflige; a inquietação que te espezinha, têm suas raízes em comportamentos infelizes de que te olvidaste, sem os solucionar, e que ora chegam, oferecendo-te ensejo de reparação e de paz íntima.

A conquista da tranqüilidade impõe como condição precípua a ausência de culpa, por falta de delito praticado ou como decorrência de erro regularizado.

Ninguém que consiga felicidade real, sem as condições de mérito advindo das ações nobres realizadas.

Os que se apresentam ditosos, tranqüilos e não merecem, assim se apresentam, aquinhoados por dádivas de acréscimo que todos recebem e nem sempre utilizam como devem, incidindo, então, na compulsória de adquirirem pela dor, o que não realizaram pelo amor.

"- O meu fardo é leve - disse Jesus - e suave é o meu jugo."

Com Jesus, todas as injunções de prova e dor transformam-se em bênçãos, graças às mercês de que se fazem portadoras.

Sob o Seu compassivo olhar e nas Suas mãos misericordiosas, o homem que se Lhe doa, supera-se e penetra-se de paz, mediante o amor e a resignação, de que dá mostras no empreendimento da própria ascensão espiritual.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Otimismo. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

Um Sonho Que Findou

Imagine se um dia o homem inventasse um aparelho para escutar pensamentos! Imagine que esse aparelho pudesse detectar os pensamentos de quem se prepara para nascer.

Se isto acontecesse, é possível que ouvíssemos algo mais ou menos assim:

"Enfim, vou realizar o meu grande sonho! Um sonho grandioso demais para mim. Para algumas pessoas, pode parecer banal porque, com certeza, elas nem sequer compreendem como ele é precioso."

Mas, é o meu sonho. O meu desejo mais intenso: viver. Depois de muitos, muitos planos, muito tempo de expectativa, vou nascer!

Vou ganhar uma existência como oportunidade inestimável para crescer, aprender, realizar, amar, ter a chance que todos têm de construir e gravar na terra sua passagem por ela.

Vou nascer. Faltam alguns meses, mas eu já estou completo há semanas.

O dia de eu ver a luz do sol, de sentir o ar entrar em meus pulmões está perto. Ah, como deverá estar a cor do céu nessa hora?

Estou ansioso para sentir o cheiro de minha mãe. Qual a cor dos seus olhos? O que será que verei primeiro: o seu sorriso de felicidade ou a sua lágrima de agradecimento a Deus?

Quem irá me balançar primeiro no colo, ela ou papai? Meu pai! Como será sua voz, como serão suas mãos? Decerto devem ser grandes, bem maiores do que as minhas. Assim eu me sentirei bem protegido e amparado.

Vou adorar correr pela casa, procurando você, mamãe. Vou tomar banho cantando e rir das suas brincadeiras.

Você me verá perder o primeiro dentinho e tomará minha mão para me ensinar a desenhar as primeiras letras. E eu vou escrever bem bonito, bem grande, dentro de um coração a palavra: mamãe!

Sonhei até há pouco. Mas hoje meu grande sonho foi transformado em pesadelo. Gritei por minha mãe porque ouvi dizer que a gente grita pela mãe, quando está com medo.

E eu tive tanto medo. Gritei. Mas ninguém me ouviu! Fui sentindo cada golpe da lâmina afiada. Encolhi-me, tentei fugir, mas não tinha para onde ir.

O ninho quente de amor se transformou numa câmara ensangüentada de morte.

Nem em todas as guerras se planejou câmara mais eficiente de matar. Um lugar onde o condenado não tem voz, não pode correr, não tem como se defender e nem querem saber se ele está sentindo alguma coisa.   Tive um sonho impossível. Sonhei com o amor. Sonhei estar aí com você, mamãe.

O sonho acabou, minha chance foi apagada e uma grande dor ficou em seu lugar.

Já não sei se voltarei a sonhar um dia. No momento, faço parte daqueles que não têm o direito de sonhar com uma nova existência.

Mas quem sabe você encontre nas crianças que conseguiram nascer e foram abandonadas, alguém que tenha sonhado como eu e que está à espera de um colo arrependido e cheio de amor." 

*

O aborto, mesmo quando aceito e tornado legal nos estatutos humanos, fere, violentamente, as leis divinas, continuando crime para quem o pratica ou a ele se permite submeter.

Pensemos nisso.

Equipe de Redação do Momento Espírita. (texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br) baseado em texto intitulado Aos que sonham, de autoria de Cristina Damma F. Dias – revista Harmonia, número 84, outubro de 2001.

Petição do Natal

 

Senhor Jesus!...
Ante o Natal, agradecemos
A enorme evolução que nos permites.
Iluminaste a inteligência humana
Para vitórias quase sem limites.

Nunca subimos tanto!... Num minuto,
Nações se comunicam, pólo a pólo...
O homem revolve a Terra, em toda parte,
Desde as grimpas do Espaço às entranhas do Solo.

Entretanto, Senhor,
Enquanto o carro do progresso avança,
Atropelando as multidões do mundo,
Surge a dor na carência de esperança.

Pela força dos Céus, tão alto nos elevas,
E lutamos ainda em conflitos extremos...
Concede-nos, no amor com que nos guardas,
A proteção da paz que ainda não temos. .

Natal!... Ouve, Jesus, as trompas de ouro
Que te exaltam na Terra os dons divinos!...
Com o amparo de Deus, tão grandes nos fizeste!
Ensina-nos, Senhor, como ser pequeninos!...,

Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito Maria Dolores. Mensagem recebida pelo Médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública do Grupo Espírita da Prece, na noite de 17 de Setembro de 1983, em Uberaba, Minas..

Lições de Amor e Perdão

O mundo conheceu o drama da mulher nigeriana que, por ter concebido fora do casamento, foi condenada a morrer apedrejada.

Sua história comoveu o Mundo, mas poucos a sabem em detalhes.

Poucos sabem que ela, aos 13 anos foi dada em casamento, pelos pais, a um homem de mais de 50 anos.

Após ela ter quatro filhos, foi repudiada por esse marido, com a alegação de que não cuidara de forma eficiente das crianças, permitindo que duas viessem a morrer.

Diga-se, de catapora, em uma região desolada, na savana nigeriana, com total falta de recursos.

Quando o médico chegou, era tarde demais.

Depois disso, ela se casou mais três vezes, tendo ao todo sete filhos.

Conforme a Lei Islâmica, foi repudiada por mais duas vezes e, do último marido, ela mesma pediu o divórcio.

Um primo distante, pertencente à família de seu pai a começou cortejar.

Toda vez que ela saía, ele a encontrava. Falava-lhe coisas gentis, agradáveis, que a foram seduzindo.

Prometeu-lhe casamento. Ela acreditou ter encontrado a felicidade.

Quando engravidou, feliz, lhe deu a notícia. Ele a aconselhou a fazer um aborto clandestino, que ela não aceitou.

Quando a gravidez não podia mais ser ocultada, ela foi denunciada à Corte Islâmica.

Quem a denunciou? Não foram os vizinhos, amigos ou curiosos. Foi seu irmão. O irmão mais querido.

Aquele que ela, ainda menina, auxiliara a cuidar, levando amarrado às costas muitas vezes.

O drama vivido por essa mulher foi pungente. Humilhada várias vezes, ao ter sua sentença de morte decretada, seu maior pesar foi que sua filhinha, Adama, ficaria sem mãe.

Duas grandes lições essa mulher passou ao Mundo.

A primeira, é que o fruto da sua ligação com o homem que a abandonou, o motivo da sua sentença de morte, é intensamente amado por ela.

Em nenhum momento, ela deixou de olhar para a menina com olhos de muito amor.

Mesmo condenada à pena capital, continuou a amamentá-la, acarinhá-la, considerando-a um presente de Deus.

“Minha filha me dá forças, ela é o meu alento.” – dizia.

A outra grande lição é a do perdão incondicional. Quando foi decretada sua sentença, o irmão que a denunciara a foi visitar.

Sem esperar que ele falasse, ela se aproximou dele e o abraçou.

Ele estava arrependido do que fizera. Dera ouvidos a amigos, não pensara nas conseqüências finais.

Misturaram as lágrimas. Ele se ofereceu para auxiliar a pagar o advogado que faria a apelação perante a Corte Islâmica.

Safiya foi perdoada. Considerada inocente.

Graças ao esforço de seu advogado e da grande pressão internacional.

A sua história auxiliará, em seu país, a outras mulheres, com certeza.

As suas lições de amor, de perdão, contudo, se fazem exemplo para o Mundo inteiro.

Curiosidades

Safiya vive no mesmo lugarejo, ao norte da Nigéria. Ela tornou a se casar.

Um jornalista italiano transformou em livro a sua história. Parte dos proventos advindos da venda do livro são doados a um projeto de apoio e assistência às mulheres e crianças nigerianas.

Tudo realizado por uma ONG italiana, fundada em 1965. Ao todo, essa ONG trabalha em 36 países da África, América Latina, Ásia e nos Bálcãs, envolvendo quase 1.800 operadores.

A solidariedade não tem fronteiras.

Redação do Momento Espírita. Com base no livro Eu, Safiya de Raffaele Masto, ed. Verus. Em 02.01.2008.

FREI DAMIÃO O IRMÃO DA CARIDADE

  "Mais tarde, adoeceu... E, mesmo assim, Curvado para a Terra, erguia as mãos trementes, Socorrendo viajores e doentes, Embora sempre ...